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12 agosto 2019

De conta compartilhada no Steam ao sonho de ser profissional: PHpabreu e Ganjohan contam suas trajetórias

Dupla da YeaH de PUBG divide o servidor há mais de 10 anos e hoje dividem o sonho de serem jogadores profissionais

Por Marcelo Bechara

Toda formação de um time em potencial se inicia com uma forte amizade, tanto dentro quanto fora dos servidores. Nas principais equipes vencedoras de e-Sports, sempre tem uma dupla famosa pela parceria a longo prazo. No Brasil, a mais famosa é a dupla TaCold, formada por Epitácio “TACO” de Melo e Marcelo “coldzera” David, sócios da YeaH Gaming.

No time de PUBG da YeaH não é diferente. Yohan “ganjohan” Kael e Pedro “PHpabreu” Padilha são amigos de longa data e compartilham diversos momentos além do jogo. Ao conversar sobre trajetória nos games da dupla, gangjohan é direto:

“Se for contar nossa história, nós estaremos juntos o tempo inteiro. A gente joga junto faz uns 10 anos”, diz.

“Tentamos ser pro player no League of Legends, no Counter Strike, de Overwatch”, continua o mais novo da equipe.

“Era outra época, né”, comenta PHpabreu. “O LoL foi praticamente o pioneiro aqui no Brasil, com a profissionalização, o CBLoL, final em estádio”.

“Naquela época, era outra cabeça. Eu tinha 16 anos, e o Yohan tinha 14. Começamos a jogar juntos e recebemos uma proposta de uma organização, mas nossos pais não deixaram”, contou.

A transição entre vários jogos é curiosa. O sonho de ser pro player nunca morreu para a dupla e a decisão de se profissionalizar no PUBG também é interessante.

“Um amigo me contou do H1Z1 e contou o modo novo, que era o Battle Royale. Mas o jogo começou a morrer e voltei para o LoL e CS, que eram os jogos que sempre jogava”, falou.

“Esse mesmo amigo me contou do PUBG, que tinha lançado. Mas meu computador era ruim e praticamente não rodava. Só que ele me deu o jogo e comecei a jogar daquele jeito mesmo. Comecei a rabiscar umas estratégias e chamei o Yohan para jogar”, disse Pedro.

Na época do lançamento, o preço do PUBG era alto para quem não tinha remuneração mensal. O game custava em torno de 100 reais e a solução para Yohan ter o primeiro contato com o game foi usar a conta de Pedro na Steam.

“O Pedro me passou a conta da Steam dele, com isso entrei no meu pc e pela primeira vez joguei PUBG”, disse.

Logo que jogaram em equipe pela primeira vez, Yohan e Pedro se classificaram para a Copa IGN através do qualifying, mas a falta de experiência e treinamentos ficaram evidentes na competição.

“Eu tinha 100 horas jogadas de PUBG, enquanto meus adversários já tinham mais de mil horas de jogo. Fora a qualidade de equipamentos. Eu não conseguia dar spray no meu pc. Eu pegava a arma e tinha que ir no modo teco-teco”, disse Pedro.

No campeonato seguinte, já com equipamentos melhores, mais uma classificação, e o cenário reconheceu o potencial da dupla. Não demorou para ingressarem numa organização e meses depois receberem proposta da YeaH.

“Quando a YeaH chamou, não teve jeito. Viemos direto para cá”, contou Pedro, enquanto Yohan concorda com a cabeça.

“Isso aqui, de ter uma GH para treinar, praticamente ninguém do cenário de PUBG tem. O que estamos tendo ninguém tem. E estou falando de players que já se classificaram até para campeonatos internacionais”, falou Yohan.

A dupla é a base da YeaH Gaming. Não é preciso passar muito tempo com os dois para perceber o entrosamento, nos detalhes das histórias e lembranças. Há mais de 10 anos juntos, Pedro e Yohan vivem, enfim, o sonho de serem pro players e representarem uma das principais organizações do país.