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12 setembro 2019

‘Temos totais condições de subir’, afirma Guilherme ‘Guii’ Oliveira

Natural de Votuporanga, Guii conta mais detalhes de sua carreira profissional no esports

Por Marcelo Bechara

Embora a carreira de todos os pro players começa no universo online, todos esperam o momento de viver a realidade dos treinos e competições presenciais, mesmo que seja necessário percorrer mais de sete horas de ônibus.

É o caso de Guilherme “Guii” Oliveira, jogador de Rainbow Six, da YeaH Gaming. O jovem de 22 anos é natural de Votuporanga, interior do estado de São Paulo, cidade que fica a 520 quilômetros da capital paulista.

Guii já fazia parte da lineup da YeaH que ficou a segundos de garantir o acesso para a Pro League, na temporada anterior. Apesar do resultado adverso, ele explica como a derrota serve de motivação.

“Nos primeiros dias, você fica bem bravo, bem puto, porque por um detalhe não subimos para a divisão principal, é doído. Mas depois, dá para ficar muito motivado, porque percebe que dá para subir de divisão, que temos totais condições de chegar lá, de estar na Pro League”, comentou.

Guilherme começou a jogar games FPS com o Counter Strike 1.6, mas logo migrou para o CrossFire. Apesar do talento, não ingressou no cenário competitivo por ainda ser muito novo.

“Fiquei uns 4 anos jogando CrossFire. Só que como era muito novo, só queria brincar, não pensava em algo profissional. Depois que fiquei um pouco mais velho, comecei a entender o cenário competitivo dos jogos. Comprei um PS4 e conheci o Rainbow Six. Comecei a jogar e vi que iria vingar, passei a acompanhar o competitivo”, disse.

“Mas percebi que para me tornar um profissional, teria que migar para o PC. Juntei uma grana e comprei um PC. Desde então, me dedico bastante e hoje estou aqui”, continuou Guilherme.

Além das obrigações no server, Guii revela sua outra função na Gaming House, mas no universo offline:

“Eu sou o responsável por descongelar as carnes e tempera-las. Se deixar para os outros, ninguém vai descongelar nada e quando chegar o horário do almoço, não vai ter nada para comer”, falou, aos risos.

Guilherme é um caso raro de quem sempre teve o apoio da família para se tornar um jogador profissional de esportes eletrônicos.

“Para mim, foi tranquilo. Quando minha mãe viu que era sério, foi tranquilo e só apoiou. Por isso que me dedico muito”, afirmou.

O cenário de esports ainda possui preconceito da sociedade e muitos profissionais não são devidamente reconhecidos. Por isso é importante vermos casos como de Guilherme “Guii” Oliveira, em que teve o respaldo da família e hoje devolve em forma de profissionalismo e dedicação.